O perigo das privatizações: quem ganha e quem perde?

Toda vez que um governo anuncia uma privatização, o discurso é o mesmo: mais eficiência, menos gastos e melhores serviços. Mas a realidade mostra outra verdade: quem ganha são os grandes grupos econômicos, os fundos de investimento e os especuladores do mercado financeiro. Quem perde é a população.

No Paraná, a privatização da Copel é um exemplo que precisa servir de alerta. Uma empresa estratégica e lucrativa passou a atender aos interesses dos acionistas privados, enquanto o Estado perdeu um importante instrumento para promover desenvolvimento, investimentos e garantir políticas públicas.

Em São Paulo, a população também enfrenta as consequências da entrega de serviços públicos à iniciativa privada. Problemas recorrentes no transporte ferroviário e metroviário e o debate em torno da privatização da Sabesp demonstram que, quando o lucro é colocado acima do interesse coletivo, quem paga a conta é a população.

É preciso deixar claro: nem toda empresa estatal existe para gerar lucro.

Existem empresas públicas que cumprem um papel estratégico para garantir direitos, desenvolvimento, soberania e segurança nacional. Água, energia elétrica, transporte público e processamento de dados do Estado não podem ser tratados como mercadorias. São serviços essenciais que devem atender ao interesse da sociedade e não aos interesses do mercado financeiro.

No caso da Celepar, sua missão vai muito além dos resultados financeiros. A empresa protege dados estratégicos do Estado, desenvolve sistemas que sustentam os serviços públicos, garante a soberania tecnológica do Paraná e preserva informações sensíveis de milhões de cidadãos. Entregar esse patrimônio ao controle da iniciativa privada significa colocar informações estratégicas e serviços essenciais nas mãos de empresários e especuladores, comprometendo a segurança do Estado e da população.

Há anos, o SINDPD-PR trava uma luta permanente contra qualquer tentativa de privatização da Celepar. Não aceitaremos que um patrimônio construído com recursos públicos seja entregue para atender aos interesses de poucos.

Empresas estratégicas pertencem ao povo. Não podem ser transformadas em instrumentos de lucro para acionistas enquanto a população perde direitos, qualidade dos serviços e soberania.

A luta em defesa da Celepar é a luta em defesa do Paraná, dos trabalhadores, da segurança dos dados públicos e da soberania tecnológica do nosso Estado.

Patrimônio público não está à venda!

Água, energia, transporte e dados públicos são patrimônio do povo e questão de segurança nacional.

Não aceitaremos que esses setores estratégicos caiam nas mãos de empresários e especuladores.

Celepar pública é soberania, desenvolvimento e respeito à população!

Diretoria Colegiada

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